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orgulho
de Zeus

por Ricardo Mello

Grécia antiga, o deus dos céus, do raio e do trovão era Zeus. Autoridade suprema entre os deuses e temido pelos homens supervisionava o Monte Olimpo como um pai que cuida de sua família. Entre seus descendentes divinos, o semideus Hércules foi o precursor que protagonizou o amor que tinha por seu pai em eventos atléticos.

Em um de seus mitos heroicos, Hércules contou 200 passos, em linha reta, e denominou esta distância de “stadium”, criando assim o primeiro estádio olímpico para honrar Zeus. Ali se praticava o pentatlo - composto por eventos de saltos, disco e lança-dardo, uma corrida a pé, lutas e montarias equestres. Nesse palco de jogos, os homens buscavam as qualidades do semideus Hércules: de honestidade, lealdade, perseverança, perspicácia, força, destreza, concentração, visão espacial, consciência, humildade, colaboração, sacrifício, patriotismo, civilidade... Nada mais era do que as olimpíadas a ponte que ligava os homens a Zeus!

Os campeões recebiam os louros e transformavam-se em heróis, imortalizados em poemas e estátuas. Enquanto, as cidades e seus exércitos nativos ganhavam respeito, influência e poder. A veneração panteísta de seus governantes e do povo foram tão internalizadas em suas almas que até pararam muitas batalhas sangrentas, sobrepujadas pelo emocionante ato de torcer e admirar estas competições.

Hércules por meio de uma ação estratégica conseguiu obter o orgulho de Zeus e também unir os povos através da honra e do amor pelo seu pai, vivificados no Monte Olimpo. Esse legado mitológico, de paz, amizade e de bons princípios, conta aproximadamente 3 mil anos de um ciclo de influências patriótica e cívica.

Nos dias atuais com a passagem do Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2022, que será a vigésima segunda edição deste evento esportivo, faz do atleta um campeão nato apenas por representar a sua nação. E para aquele atleta que superar os seus limites físico, mental e espiritual, ganha o respeito e a admiração de todos, se transformando em herói e até mesmo um ícone mundial. Ele é o espelho que reflete o sentimento de amor pelo seu país. Suas vitórias e suas derrotas desportivas são a chama que aquece o coração de uma nação e a incentiva a realizar os próprios sonhos. O que se pode fazer então para conquistar as honrarias de uma nação?

Se pisarmos em território legislativo as artes atléticas e as características olímpicas espreitam um negócio chamado incentivo ao desporto (Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006) que todos os atletas e patrocinadores devem estudar. Agora sob as terras da publicidade e propaganda, segundo os especialistas há unanimidade em dizer que os patrocínios esportivos são um bom negócio de marketing empresarial. O desporto sempre está relacionado à boa imagem, é um investimento que mexe com as emoções das pessoas. Basta ligar a TV ou acessar a Internet! Para comprovar essa afirmação, experimente pensar em um esporte ou atleta, de sua preferência, que logo virá à sua mente uma marca de uma empresa patrocinadora. Dentro desses campos é necessário considerar que:

O Atleta

• Defina quais são as suas competências e habilidades
desportivas (cultural, desportivo, social e ecológico), desenvolvidas em sua modalidade.
• Quantos passos você consegue dar, sem se cansar? Qual é o tamanho do estádio a conquistar? (municipal, estadual, federal).
• Estabeleça objetivos e metas (treinos, programas, campeonatos) Isso dirá quem você é.

 

O Patrocinador

• Defina uma política de patrocínio de incentivo ao desporto que estabeleça relação entre seus produtos aos valores praticados pelo atleta (cultural, desportivo, social e ecológico).
• Qual é o tamanho do seu estádio que sua empresa deseja construir?
• Quantos passos sua empresa pode dar? (municipal, estadual, federal).

Os objetivos e metas do seu atleta devem ser o marketing espontâneo, personificando sua empresa ou marca.
É claro que os esportes de ponta ou que estão na moda têm prioridade para a exposição das grandes empresas. Mas, independente da amplitude publicitária ou propagandista das marcas e além dos retornos de investimento, neste mundo dos negócios é importante lembrar que patrocinar atletas é ofertar a si, a sua família e ao seu público-alvo uma educação moral e cívica.

O desporto define os adversários pelo comportamento ético, do jogo limpo, e da integridade recompensadora no suor da vitória ou no suor da derrota. É um jogo de “ganha-ganha”, porque ninguém derrota o adversário, apenas vence a si mesmo. Este é o espírito olímpico que uma sociedade proletária e desportista deve aprender... Vencer é bom, mas, não é tudo neste mundo do incentivo ao desporto. Quantos atletas e paratletas retornaram a louvar os bens da vida por meio de treinamentos doloridos e exaustivos, mas que os levaram aos títulos de campeões ou heróis? A superação desportiva faz de um simples homem, um semideus. É também a luz que faz irradiar os valores da marca patrocinadora ao seu público. Refletir sobre tal possibilidade não enche a alma de desejos e esperanças? E, talvez, encher os bolsos de retornos financeiros?

Praticar desporto, patrocinar atletas pode sim unir as nações, educá-las, conscientizá-las. A mitologia chama à nossa atenção para isso, há muito tempo! Até hoje os campeões e heróis não recebem sob suas cabeças uma coroa de louros? Esclareço que também já treinei bastante, fui remador, jogador de vôlei e sou Karateca, estilo Shorin Ryu...
Atletas treinem muito, mas saibam por que o fazem. Empresários patrocinem, mas tenham uma política clara de incentivo desportivo, atrelados aos valores da sua marca, produtos e serviços. Unam suas competências e habilidades para serem vitoriosos neste mundo do Monte Olimpo, que é altamente competitivo e recompensador. Façam então como Hércules, sejam olímpicos! Sejam um dos orgulhos para Zeus.